ACERVOS HISTÓRICOS

                       Mapas Históricos chegam ao público por meio de livros e site.




Um dos maiores inimigos dos acervos históricos é a umidade. Destruidora impiedosa de obras novas ou antigas, ela não perdoa nada, especialmente pinturas. Mas, felizmente, a digitalização surgiu como aliada para evitar que as perdas fossem muito graves. Mapas antigos raros, alguns deles perdidos em uma enchente do Rio Pinheiros, em São Paulo, voltam agora a público por meio do livro O Desenho do Brasil no Teatro do Mundo, do historiador Paulo Miceli, professor da Unicamp.
Miceli foi curador do Instituto Cultural Banco Santos, onde formou e digitalizou um rico acervo de mapas históricos. As obras originais foram espalhadas após a falência do banco, mas agora estarão disponíveis em quase 200 imagens em alta resolução no livro. “Houve um cuidado muito grande de preservar a integridade da representação. O livro deve ter o tamanho de um A3, é como um atlas, mas com mais texto. Trata-se de uma tese acadêmica, mas com linguagem acessível”, explica o professor.
Estudioso de cartografia antiga, Miceli acredita que esta área sofre com a falta de acervo no Brasil e até mesmo em Portugal, onde seria possível conseguir desenhos das terras sul-americanas. O professor lembra ainda a importância que as cartas tinham na época da colonização. “Todas as ciências que envolviam a navegação eram consideradas segredos de estado, inclusive a cartografia. Havia até condenação à morte caso um cartógrafo passasse informações para outro país. Era extremamente estratégico”, conta.


A obra, que traz mapas aquarelados e desenhos a bico de pena de Affonso de Guayra Heberle, é uma representação do patrimônio histórico e ambiental de 178 cidades mineiras. Maria Lúcia Prado Costa, neta de Homero, liderou o projeto de digitalização do livro e criação do site: “Nossa maior satisfação é apresentar uma obra rara – tão bonita quanto importante para a história de Minas – através de um site, democratizando o acesso à informação”.

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