quarta-feira, 20 de abril de 2016

INSPIRE-SE NA PRATA

Até o início do séc. XVII, não há registro da existência da peças de prata feitas no Brasil, os colonizadores ocupavam apenas em mandar para Portugal o açúcar as madeiras de lei e algumas especiarias. Mas graças ao fastígio da metrópole, nos tempos coloniais, este país não ficou intenso à arte dos ourives de prata. Felizmente, ainda restam objetos coetâneos e a contribuição de estudiosos portugueses e brasileiro nos proporcionou importante ajuda nas pesquisa da prataria brasileira.
"Marcas de contraste e ourives portugueses" livro lançado em 1950 por Manoel Gonçalves Vidal pela casa da moeda de Lisboa, abrange desde séc. XV a 1950







As mais antigas datam do séc. XVIII em diante - cálices, salvas de escolas, custodias e tocheiras, vasos, caldeiras com hissope, todos pratos Litúrgicos de Igrejas e Confrarias da Bahia, Rio de janeiro, Pernambuco, São paulo e Maranhão. Não tínhamos minas de prata o que não impediu que produzíssemos santuária com material das minas americanas.

Além de todos os contratempos, e para dificultar mais o desenvolvimento da arte da prata no país, existiu ainda uma Lei que determinava que só ourives de "sangue puro" e devotos da Santa Madre Igreja de Santo Elói, padroeiro da classe, podiam executar objetos Litúrgicos. Essa Lei excluía os mestiços de qualquer especie, os judeus, africanos e orientais.


Dados das primeiras peças fabricadas no Brasil, nos primeiros séculos podem ser encontradas na Revista do Patrimônio Histórico (Nº VI 1942). 
A partir do séc. XVIII surge uma longa caminhada de mudanças e implantações em formas e modelos feitas no Brasil, características que mudam de um ambiente para outros que decorria do desenho fornecidos ao ourives ou talhadores.
O grande centro para onde convergia o precioso metal era Salvador que, além da capital da colônia tinha excelente posição geográfica e intenso comércio. 





Objetos de toucador de uma dama eram feitas pelos melhores artesões, muitas peças que incluíam todo aparato necessário para embelezamento
- Museu histórico Nacional séc. XX.
Peças de prata trazem luz para o ambiente, decorar a casa com artigos de prata era o requinte dos imperialistas das famílias ricas que abriam as portas de seus palacetes para oferecer grandes festas a sociedade convidando somente pessoas importantes e personalidades da época, quanto mais prata, maior era a riqueza da família.
A prata é um elemento luz na decoração de qualquer ambiente e pode ser explorada nas mais diversas formas, sem muito exageros.
Apostar em objetos de prata antigo, dão um ar vintage ao ambiente e ainda fazem com que o item ganhe valor sentimental.















Existem varias formas químicas para limpeza da prata, pesquisando muito sobre o assunto essa foi a forma mais original de limpar. Para retirar manchas escuras e fazer uma limpeza profunda, encha uma panela de alumínio com água e coloque para ferver. A cada 250 ml de água, adicione uma colher de chá de sal e outra de bicarbonato de sódio. Mergulhe a peça nesta solução, com o fogo ainda aceso. Depois de limpa, enxague com sabão neutro. O polimento final deve ser feito com flanela seca. 
Não utilize o lado verde das esponjas de lavar louça, palhas de aço, lutras móveis ou qualquer material de limpeza que não tenha a função de limpar pratarias.

Resumo de uma breve história da prata no Brasil, encontre mais informações em sites ou Museus.
Museu Histórico Nacional - Salvador
Revista do Patrimônio Histórico - 1942
Livro - Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses - Manoel Gonçalves Vidal ( Séc. XV a 1950)













sexta-feira, 15 de abril de 2016

Faiança Portuguesa

                       Informações arquelógicas sobre a cerâmica do séc. XVII, em Portugal


As escavações em setores de diversas cidades portuguesas, normalmente derivados de imposições legais que exigem trabalho arqueológicos antes de realizar uma obra que altere o subsolo urbano ou de restauração de prédios, vêm proporcionando um número elevado de vestígios cerâmicos, entre os que abordam são os do séc. XVII. Se se considera Lisboa, por exemplo, pelo fato de ter havido um cataclismo que estruiu toda cidade, cria uma situação particular em termos arqueológicos, a partir dos escombros dos prédios destruídos.
Em outras cidades, escavações em âmbito urbano revelaram números elevados de fragmentos de material cerâmico, relativo aos seiscentos que em Portugal é denominado de Período Moderno.
Dentre todos materiais, o mais estudado é, sem dúvida, a faiança portuguesa, que já foi motivo de análise pelos historiadores da arte desde o inicio do séc. XX.
De forma sistemática, José de Queiroz estuda e estabelece pela primeira vez, uma classificação de motivos e uma cronologia estilística, com base nas coleções museológicas.
Recentemente, alguns historiadores da arte têm se debruçado sobre a faiança portuguesa, com o objetivo de determinar os traços decorativos mais característico que a definem, sobretudo estabelecendo as correspondências estilísticas com a porcelana chinesa.
Datam de 1980 as primeiras informações sobre faiança portuguesa na cidade de Amsterdã, Holanda.
No Brasil, do ponto de vista arqueológico, o primeiro trabalho em que aparecem cerâmicas portuguesas corresponde à intervenção da arqueológica subaquática, no Galeão Sacramento, no naufrágio na costa próxima ao Rio Vermelho.
As informações sobre a faiança portuguesa, tem inúmeros estudos e descobertas sobre achados arqueológicos que identificam  suas origens e beleza.
O que é a Faiança Portuguesa?
Um corpo cerâmico, executado com partes claras, revestida a vidrado estaníferos, decorado, nas cores azul e violeta.
Sendo o azul a cor predominante até 1766, tendo sido a primeira Fábrica industrial que o utilizou Massarelos. O manganês aparece como a cor principal.

  • Timidamente aparece o amarelo,sendo raro, data de 1608 a peça mais antiga encontrada pintada de amarelo.
  • Em Vila Nova ( Gaia) os amarelos eram vivos e fortes
  • Em Coimbra os amarelos eram mais ocre.
  • E o verde era muito raro

A produção começou segundo Reinaldo dos Santos no séc. XVII.

  • No entanto parece que esta teoria foi estrapassado, porque é conhecido a importação de pratinhos de manteiga fabricados no Séc. XVI em Portugal para a Holanda

Se recuarmos a 1520 à produção da Loiça Malagueira, as escavações em 2004 em Aveiro sobre os fragmentos encontrados foram publicados como sendo Loiça de Servilha (1450) e, tendo sido analisada quimicamente chegou-se à conclusão que se tratava de Loiça Portuguesa de Lisboa e de Coimbra.
A peça mais antiga é datada de 1608, foi doada ao Museu Nacional de Soares dos Reis que é um marco na história da faiança portuguesa.
As peças voltam com tudo, "vestindo" as casa em pequenas peças decorativas ou compondo espaços maiores, deixando um leve ar retrô e requintado. Ora pois!










Fontes; Internete
Fotos; Alaila Resende
Uma breve história da faiança portuguesa.









sábado, 18 de abril de 2015

MODOS DE VER - A ARTE DECORATIVA

No que se propõe analisar a Arte Decorativa incita a busca pela compreensão de diferentes conceitos que lhe são atribuídos em diferentes épocas e desperta a investigação de sua relação com a produção artística e industrial do país.

Encontramos nos objetos de Arte Decorativa exposto nas mostras uma temática referente ao imaginário nacional. O estudo acerca das artes decorativa nos conduz a uma analise aprofundada de seu significado. Ao longo dos séculos XIX e XX, o conceito de Arte Decorativa possuiu sentido diferente do que é usado atualmente e, frequentemente, é confundido com outros como Arte Aplicada e Arte Industrial.


Na primeira metade do século XX, percebemos que o significado do termo não é constante, porém é evidente sua exclusão das belas artes. No Dicionário Internacional, de 1935, o produto da Arte Decorativa é apresentado como algo que "tem por fim criar" não obras variadas, como o quadro e a estátua, mas obras de arte com o destino determinado: esculturas, pinturas de ornamentação...


As Artes Decorativa, reconhecidas como as "artes que tem por fim a decoração, como esculturas de ornato, a tapeçaria", estão intimamente vinculadas ao espaço interior e às aplicações arquitetônicas, ou fazem parte do conjunto ornamental da decoração de objetos de arte.


Os Salões Nacionais, conhecidas como espaço em que a "arte vai além da academia" as exposições de obras de artistas têm importante papel na relação entre a atividade artística e o mundo externo ao ateliê. O início das exposições de artistas acadêmicos ocorre em 1564, por iniciativa de Giorgio Vasari em sua Academia del Disegno, em Florença onde faz a primeira exposição de arte pública.

No Brasil, as exposições começam na Academia de Belas Artes e são mantidas após a Proclamação da República. A primeira exposição de alunos e professores foi apresentada em 1829, organizada pelo pintor e professor Jean-Baptiste Debret

A partir de 1930, a atuação de expositores na seção de Arte Decorativa / Arte Aplicada tornou-se crescente e constante no Salões Nacionais. No catálogo de 1936, aparecem coleções de peças e objetos em bronze, vasos, jarras, pratos e desenhos decorativos. Os destaques são para os adjetivos atribuídos aos objetos, como "marajoara", e para as expressões como "motivos indígenas".




























































































Fonte: História Cultural






































quarta-feira, 4 de março de 2015

LAMPE BERGER - LUZ NA BELLE ÉPOQUE!



Consideradas finíssimas e elegantes foram criadas com a finalidade de desodorizar e desinfetar as enfermarias e quartos de hospitais de Paris. Seu nome Lampe Berger, deriva do sobrenome de seu criador, Maurice Berger, um boticário e visionário francês que, patenteou a primeira versão de sua invenção em 1898.

Precisamente começaram a ser comercializadas para o uso domestico  no inicio do século XX, em meio à Belle Époque. Constitucionalizando um pouco a magia e encanto deste período que é considerado a era da beleza, inovação e diversidade cultural europeia que culminou grandes transformações em termos intelectuais , arquitetônicos, artístico...Sendo Paris, cidade luz, tinha sua produção cultural importada e desejada por todo o mundo.





O Impressionismo e a Art Noveau conferiram novas formas às artes.
Intelectuais como Balzac, Baudelaire, Zola eram pensadores que garantiam uma visão de mundo atualizada, e logo a elegante marca de lamparinas tornou-se um símbolo de luxo usado pela burguesia, escritores e artistas, entre eles Picasso, Jean Cocteau e Colette.

Em 1939, Baccarat, Gallé, René Lalique, Camille Thataud desenham para a marca estojos que passam então além de purificador e decorar, perfumar os interiores.

Picasso dizia que as Lamparinas eram o aroma na sua versão mais inteligente.



As invenções visavam tornar a vida mais fácil e bela e, a todo instante, novidades eclodiam com facilidade e muita fluidez. 
Nesse contexto, Paris era, indiscutivelmente, a capital mundial quando falamos em beleza e moda, ou seja, era o cenário perfeito para começar uma marca como a Lampe Berger.














Porém, a invenção Lampe Berger tem sido a única lamparina higiênica a resistir no mercado após tantos anos. Da primeira patente de Berger aos dias atuais passaram-se mais de 110 anos!!

Fontes: Lampe Berger





terça-feira, 3 de março de 2015

A HISTÓRIA DO BRASIL NAS RUAS DE PARIS.

Na terça-feira, 22 de maio de 1877, alguém bateu à porta do apartamento de Victor Hugo, em Paris, sem ter sido anunciado. O consagrado escritor abriu a porta , e se espantou: um senhor alto, de barbas brancas, vestindo casaca e cartola o encarava. Era o imperador Pedro II do Brasil, em sua segunda viagem internacional. Surpreso com a visita inesperada, Hugo, um feroz republicano, convidou o monarca a entrar. Na sala, os dois travaram uma conversa franca e amigável, entre leitor e escritor, que selaria a amizade entre aqueles dois homens de universos tão distantes.


Este episódio e muitos outros fazem parte do livro A História do Brasil nas Ruas de Paris (480 páginas), lançado nesta quarta-feira pela editora LeYa/Casa da Palavra. Escrito pelo jornalista, Maurício Torres Assumpção, o livro narra a saga dos brasileiros que deixaram o seu legado em Paris – seja um legado concreto, literalmente, como o de Oscar Niemeyer; ou contribuições para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, como o fizeram D. Pedro II e Alberto Santos-Dumont. Ou, ainda, uma melodia no coração dos parisienses, cortesia de Heitor Villa-Lobos. Celebrada em placas, monumentos e nomes de ruas, espalhados por toda a cidade, esta presença brasileira é revelada pelo livro em toda a sua dimensão humana
.





“Quando cheguei em Paris, em 2008, fui morar na Place du Colonel Fabien, onde está a sede do Partido Comunista Francês projetada por Niemeyer”, conta o autor. “Depois, encontrei, por acaso, a Capela da Humanidade fundada pelo positivista brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, no sofisticado bairro do Marais. Aos poucos me dei conta de que havia um imenso legado brasileiro em Paris, que poderia render um guia de curiosidades para os turistas brasileiros. Mal sabia eu que o modesto guia tomaria três anos da minha vida, transformando-se num livro de história de 500 páginas!”






De D. Pedro I a Oscar Niemeyer, passando por D. Pedro II, Santos Dumont, os positivistas, Villa-Lobos e Lúcio Costa, o livro A História do Brasil nas Ruas de Paris escrito pelo jornalista Maurício Torres Assumpção  será lançado na próxima quarta, dia 10 de setembro, na Livraria da Travessa. A História do Brasil na ruas de Paris narra as histórias vividas por grandes personagens brasileiros em um dos cenários mais icônicos da vida moderna: as ruas de Paris. Segundo Assumpção, se o leitor já conhece Paris, poderá redescobri-la sob um ângulo completamente novo: o legado brasileiro nas ruas da cidade. Se nunca esteve na França, o livro a levará numa viagem virtual, acompanhada pelos mais destacados personagens da história do Brasil. 











"Com o relato sobre Lucio Costa e Niemeyer, descobrimos o legado de nossa arquitetura modernista em Paris. O livro narra a história da Maison du Brésil, casa dos estudantes brasileiros na Cidade Universitária, projetada originalmente por Lucio Costa  e entregue ao amigo Le Corbusier para o desenvolvimento do projeto. Posteriormente, diante das modificações feitas por Corbusier, Lucio Costa acabou abrindo mão da autoria do prédio.O livro surpreende não apenas pelo recorte e pelas deliciosas histórias, mas também pela extensa pesquisa feita pelo autor. Ao final de cada capítulo, Mauricio Torres lista os pontos frequentados pelos personagens em Paris, indicando endereço e como chegar. 


A História do Brasil nas Ruas de Paris. 480 páginas, editora LeYa/Casa da Palavra.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Anel de Claddagh

O nome vem de uma pequena vila de pescadores perto da cidade de Gaway na costa da Irlanda, nessa vila se iniciaram a lenda desse anel que tem um significado muito importante pra seus moradores.
E particularmente achei belíssima. 








A lenda diz assim: 

“Certa vez um barco de pescadores foi capturado por piratas e seus tripulantes vendidos como escravos à um rico joalheiro Turco. Um dos tripulantes, Richard Joyce, casaria nesta mesma semana.

Os anos se passaram e não houve casamento, Richard Joyce trabalhava na negociação de jóias. Com o tempo Joyce se tornou um grande artesão, e nunca esqueceu a mulher que amava e deixara na vila.

Ele fez um anel de ouro para ela, onde no centro havia um coração que representava o amor, uma coroa que significava lealdade e duas mãos representando a amizade.

Após oito anos ele conseguiu escapar de seus raptores e retornou a sua vila, e para sua alegria ele descobriu que seu amor nunca perdera a esperança de reencontrá-lo. Ele deu o anel que tinha forjado a ela, se casaram, e nunca mais se separaram.”

Formas de uso:

Sozinho(a) : mão direita ponta do coração sentido ponta dos dedos

Namoro : mão direita ponta do coração sentido do pulso

Noivado : mão esquerda ponta do coração sentido ponta dos dedos

Casado(a) : mão esquerda ponta do coração sentido do pulso




O Anel é caracterizado pelo simbolismo que isso implica: Duas mãos em torno de um coração, completos com uma coroa é a expressão do verdadeiro amor ou amizade eterna. O coração simboliza o amor, a amizade, e mãos a coroa de lealdade e fidelidade.
O anel é uma das tradições mais românticas e duradouras da ilha da Irlanda.





Popularidade
O anel de Claddagh é um anel de casamento irlandês popular, e pode ser usado tanto por homens e mulheres. Os anéis podem ser feitos com pedras preciosas ou birthstones definidos na coroa, e são populares em ouro, prata e amarelo ou branco.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Reis, Rainhas e Principesca...






A coroa é um ornamento para cabeça utilizada como símbolo de poder e legitimidade.
Simbolicamente usada por monarcas, nobrezas, santos e deuses, nela está representada a imortalidade, justiça, vitória e triunfo.
O uso de adornos de cabeça para indicar governantes data da pré-história, e pode ser encontrada em diversas civilizações e épocas. 
No objeto é incorporados pedras e metais preciosos, mas também há coroas de plumas ( civilizações pré-colombianas) ou mesmo simples fitas aposta na cabeça.
A percursora da coroa no Ocidente foi uma fita chamada diadema, usadas pelos imperadores persas aquemênios, adotada em seguida por Constantino, o grande e por todo os imperadores romanos subsequentes.
Na antiguidade  clássica, ofereciam-se coroas a indivíduos de destaque que não eram governantes. Na tradição cristã das culturas bizantinas e europeias, quando um monarca subia ao trono realiza-se uma cerimônia de coroação.


Cada monarca tem coroas e coronéis regulamentada ao seu pariato
- Imperial
- Real
- Principesca










Pariato português e brasileiro.
- Duque
- Marquês
- Conde
- Visconde 
- Barão