sábado, 18 de abril de 2015

MODOS DE VER - A ARTE DECORATIVA

No que se propõe analisar a Arte Decorativa incita a busca pela compreensão de diferentes conceitos que lhe são atribuídos em diferentes épocas e desperta a investigação de sua relação com a produção artística e industrial do país.

Encontramos nos objetos de Arte Decorativa exposto nas mostras uma temática referente ao imaginário nacional. O estudo acerca das artes decorativa nos conduz a uma analise aprofundada de seu significado. Ao longo dos séculos XIX e XX, o conceito de Arte Decorativa possuiu sentido diferente do que é usado atualmente e, frequentemente, é confundido com outros como Arte Aplicada e Arte Industrial.


Na primeira metade do século XX, percebemos que o significado do termo não é constante, porém é evidente sua exclusão das belas artes. No Dicionário Internacional, de 1935, o produto da Arte Decorativa é apresentado como algo que "tem por fim criar" não obras variadas, como o quadro e a estátua, mas obras de arte com o destino determinado: esculturas, pinturas de ornamentação...


As Artes Decorativa, reconhecidas como as "artes que tem por fim a decoração, como esculturas de ornato, a tapeçaria", estão intimamente vinculadas ao espaço interior e às aplicações arquitetônicas, ou fazem parte do conjunto ornamental da decoração de objetos de arte.


Os Salões Nacionais, conhecidas como espaço em que a "arte vai além da academia" as exposições de obras de artistas têm importante papel na relação entre a atividade artística e o mundo externo ao ateliê. O início das exposições de artistas acadêmicos ocorre em 1564, por iniciativa de Giorgio Vasari em sua Academia del Disegno, em Florença onde faz a primeira exposição de arte pública.

No Brasil, as exposições começam na Academia de Belas Artes e são mantidas após a Proclamação da República. A primeira exposição de alunos e professores foi apresentada em 1829, organizada pelo pintor e professor Jean-Baptiste Debret

A partir de 1930, a atuação de expositores na seção de Arte Decorativa / Arte Aplicada tornou-se crescente e constante no Salões Nacionais. No catálogo de 1936, aparecem coleções de peças e objetos em bronze, vasos, jarras, pratos e desenhos decorativos. Os destaques são para os adjetivos atribuídos aos objetos, como "marajoara", e para as expressões como "motivos indígenas".




























































































Fonte: História Cultural






































quarta-feira, 4 de março de 2015

LAMPE BERGER - LUZ NA BELLE ÉPOQUE!



Consideradas finíssimas e elegantes foram criadas com a finalidade de desodorizar e desinfetar as enfermarias e quartos de hospitais de Paris. Seu nome Lampe Berger, deriva do sobrenome de seu criador, Maurice Berger, um boticário e visionário francês que, patenteou a primeira versão de sua invenção em 1898.

Precisamente começaram a ser comercializadas para o uso domestico  no inicio do século XX, em meio à Belle Époque. Constitucionalizando um pouco a magia e encanto deste período que é considerado a era da beleza, inovação e diversidade cultural europeia que culminou grandes transformações em termos intelectuais , arquitetônicos, artístico...Sendo Paris, cidade luz, tinha sua produção cultural importada e desejada por todo o mundo.





O Impressionismo e a Art Noveau conferiram novas formas às artes.
Intelectuais como Balzac, Baudelaire, Zola eram pensadores que garantiam uma visão de mundo atualizada, e logo a elegante marca de lamparinas tornou-se um símbolo de luxo usado pela burguesia, escritores e artistas, entre eles Picasso, Jean Cocteau e Colette.

Em 1939, Baccarat, Gallé, René Lalique, Camille Thataud desenham para a marca estojos que passam então além de purificador e decorar, perfumar os interiores.

Picasso dizia que as Lamparinas eram o aroma na sua versão mais inteligente.



As invenções visavam tornar a vida mais fácil e bela e, a todo instante, novidades eclodiam com facilidade e muita fluidez. 
Nesse contexto, Paris era, indiscutivelmente, a capital mundial quando falamos em beleza e moda, ou seja, era o cenário perfeito para começar uma marca como a Lampe Berger.














Porém, a invenção Lampe Berger tem sido a única lamparina higiênica a resistir no mercado após tantos anos. Da primeira patente de Berger aos dias atuais passaram-se mais de 110 anos!!

Fontes: Lampe Berger





terça-feira, 3 de março de 2015

A HISTÓRIA DO BRASIL NAS RUAS DE PARIS.

Na terça-feira, 22 de maio de 1877, alguém bateu à porta do apartamento de Victor Hugo, em Paris, sem ter sido anunciado. O consagrado escritor abriu a porta , e se espantou: um senhor alto, de barbas brancas, vestindo casaca e cartola o encarava. Era o imperador Pedro II do Brasil, em sua segunda viagem internacional. Surpreso com a visita inesperada, Hugo, um feroz republicano, convidou o monarca a entrar. Na sala, os dois travaram uma conversa franca e amigável, entre leitor e escritor, que selaria a amizade entre aqueles dois homens de universos tão distantes.


Este episódio e muitos outros fazem parte do livro A História do Brasil nas Ruas de Paris (480 páginas), lançado nesta quarta-feira pela editora LeYa/Casa da Palavra. Escrito pelo jornalista, Maurício Torres Assumpção, o livro narra a saga dos brasileiros que deixaram o seu legado em Paris – seja um legado concreto, literalmente, como o de Oscar Niemeyer; ou contribuições para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, como o fizeram D. Pedro II e Alberto Santos-Dumont. Ou, ainda, uma melodia no coração dos parisienses, cortesia de Heitor Villa-Lobos. Celebrada em placas, monumentos e nomes de ruas, espalhados por toda a cidade, esta presença brasileira é revelada pelo livro em toda a sua dimensão humana
.





“Quando cheguei em Paris, em 2008, fui morar na Place du Colonel Fabien, onde está a sede do Partido Comunista Francês projetada por Niemeyer”, conta o autor. “Depois, encontrei, por acaso, a Capela da Humanidade fundada pelo positivista brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, no sofisticado bairro do Marais. Aos poucos me dei conta de que havia um imenso legado brasileiro em Paris, que poderia render um guia de curiosidades para os turistas brasileiros. Mal sabia eu que o modesto guia tomaria três anos da minha vida, transformando-se num livro de história de 500 páginas!”






De D. Pedro I a Oscar Niemeyer, passando por D. Pedro II, Santos Dumont, os positivistas, Villa-Lobos e Lúcio Costa, o livro A História do Brasil nas Ruas de Paris escrito pelo jornalista Maurício Torres Assumpção  será lançado na próxima quarta, dia 10 de setembro, na Livraria da Travessa. A História do Brasil na ruas de Paris narra as histórias vividas por grandes personagens brasileiros em um dos cenários mais icônicos da vida moderna: as ruas de Paris. Segundo Assumpção, se o leitor já conhece Paris, poderá redescobri-la sob um ângulo completamente novo: o legado brasileiro nas ruas da cidade. Se nunca esteve na França, o livro a levará numa viagem virtual, acompanhada pelos mais destacados personagens da história do Brasil. 











"Com o relato sobre Lucio Costa e Niemeyer, descobrimos o legado de nossa arquitetura modernista em Paris. O livro narra a história da Maison du Brésil, casa dos estudantes brasileiros na Cidade Universitária, projetada originalmente por Lucio Costa  e entregue ao amigo Le Corbusier para o desenvolvimento do projeto. Posteriormente, diante das modificações feitas por Corbusier, Lucio Costa acabou abrindo mão da autoria do prédio.O livro surpreende não apenas pelo recorte e pelas deliciosas histórias, mas também pela extensa pesquisa feita pelo autor. Ao final de cada capítulo, Mauricio Torres lista os pontos frequentados pelos personagens em Paris, indicando endereço e como chegar. 


A História do Brasil nas Ruas de Paris. 480 páginas, editora LeYa/Casa da Palavra.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Anel de Claddagh

O nome vem de uma pequena vila de pescadores perto da cidade de Gaway na costa da Irlanda, nessa vila se iniciaram a lenda desse anel que tem um significado muito importante pra seus moradores.
E particularmente achei belíssima. 








A lenda diz assim: 

“Certa vez um barco de pescadores foi capturado por piratas e seus tripulantes vendidos como escravos à um rico joalheiro Turco. Um dos tripulantes, Richard Joyce, casaria nesta mesma semana.

Os anos se passaram e não houve casamento, Richard Joyce trabalhava na negociação de jóias. Com o tempo Joyce se tornou um grande artesão, e nunca esqueceu a mulher que amava e deixara na vila.

Ele fez um anel de ouro para ela, onde no centro havia um coração que representava o amor, uma coroa que significava lealdade e duas mãos representando a amizade.

Após oito anos ele conseguiu escapar de seus raptores e retornou a sua vila, e para sua alegria ele descobriu que seu amor nunca perdera a esperança de reencontrá-lo. Ele deu o anel que tinha forjado a ela, se casaram, e nunca mais se separaram.”

Formas de uso:

Sozinho(a) : mão direita ponta do coração sentido ponta dos dedos

Namoro : mão direita ponta do coração sentido do pulso

Noivado : mão esquerda ponta do coração sentido ponta dos dedos

Casado(a) : mão esquerda ponta do coração sentido do pulso




O Anel é caracterizado pelo simbolismo que isso implica: Duas mãos em torno de um coração, completos com uma coroa é a expressão do verdadeiro amor ou amizade eterna. O coração simboliza o amor, a amizade, e mãos a coroa de lealdade e fidelidade.
O anel é uma das tradições mais românticas e duradouras da ilha da Irlanda.





Popularidade
O anel de Claddagh é um anel de casamento irlandês popular, e pode ser usado tanto por homens e mulheres. Os anéis podem ser feitos com pedras preciosas ou birthstones definidos na coroa, e são populares em ouro, prata e amarelo ou branco.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Reis, Rainhas e Principesca...






A coroa é um ornamento para cabeça utilizada como símbolo de poder e legitimidade.
Simbolicamente usada por monarcas, nobrezas, santos e deuses, nela está representada a imortalidade, justiça, vitória e triunfo.
O uso de adornos de cabeça para indicar governantes data da pré-história, e pode ser encontrada em diversas civilizações e épocas. 
No objeto é incorporados pedras e metais preciosos, mas também há coroas de plumas ( civilizações pré-colombianas) ou mesmo simples fitas aposta na cabeça.
A percursora da coroa no Ocidente foi uma fita chamada diadema, usadas pelos imperadores persas aquemênios, adotada em seguida por Constantino, o grande e por todo os imperadores romanos subsequentes.
Na antiguidade  clássica, ofereciam-se coroas a indivíduos de destaque que não eram governantes. Na tradição cristã das culturas bizantinas e europeias, quando um monarca subia ao trono realiza-se uma cerimônia de coroação.


Cada monarca tem coroas e coronéis regulamentada ao seu pariato
- Imperial
- Real
- Principesca










Pariato português e brasileiro.
- Duque
- Marquês
- Conde
- Visconde 
- Barão





sábado, 3 de janeiro de 2015

A arte a história e os objetos...


Tradicionalmente, algumas correntes historiográficas consideraram, não sem
uma certa dose de ingenuidade, essas representações como reflexo da sociedade que as
produziu. A idéia era quase sempre a de que os objetos culturais funcionariam como um
certo “espelho do tempo” refletindo a sociedade e o pensamento dos homens que as
criaram. 
Falando em arte, história e objetos, temos como objetivo situar a vertente da cultura francesa investigando a relação entre si, considerando os objetos culturais como um rico e sofisticado instrumento de representações que contribuí para a identificação de sentidos, formas de olhar e ver a realidade.

É certo que a História cultural, social da cultura e a história dos objetos culturais vêm mobilizar a atenção dos historiadores brasileiros nos últimos anos, exemplificando uma tendencia, uma versão tropical que se identifica com os países europeus e Estado Unidos.

Mas será que os historiadores “falam da mesma coisa” quando se referem à
cultura? Será que eles se entendem quando afirmam estar “fazendo história cultural”?
Que conceito de cultura e de objetos culturais está por trás de cada uma das análises
propostas pelos historiadores? 

 Assim, poderíamos afirmar que é justamente nas múltiplas relações que os historiadores estabelecem com outras disciplinas como a antropologia, a sociologia, a teoria literária, a lingüística, etc, que se estruturam e organizam os conceitos de cultura e objetos culturais com os quais os historiadores produzem suas narrativas. Essa afirmação poderia então nos fazer supor que haveria tantas definições quantos fossem os encontros com outras disciplinas e tanta abordagens quantos fossem os métodos tomados de empréstimo.

Embora não considere que essa última frase refira-se a uma situação de todo falsa, creio que há pontos de encontro entre as múltiplas interpretações historiográficas elaboradas pelos historiadores na última década, na qual se acredita, houve, justamente, uma (re)descoberta dos estudos culturais. 

Uma das questões postas pelos historiadores e que se tornou, na verdade, um
desafio a ser encarado, é a compreensão das representações do real elaboradas pelos
homens, ao longo do tempo, em sua experiência histórica. As imagens figurativas,
documentos, discursos poéticos, textos literários, lendas, se oferecem ao historiador
como as únicas possibilidades de acesso a um passado definitivamente perdido. Essas
representações são a porta de entrada para um país estrangeiro,um mundo outro que se
busca descobrir e conhecer.

Algumas imagens representativas de objetos de arte ocorridos em seu determinado tempo...


















Fonte: .wikipedia.org/wiki/Arte











3 de Janeiro de 1521 Martinho Lutero é excomungado pelo Igreja Católica




O Papa Leão X chegou a classificar Lutero como um "alemão bêbado que escrevera as teses", e afirmou que quando estivesse sóbrio mudaria de opinião. Em 1518, ele pediu ao professor de teologia Silvestro Mazzolini que investigasse o assunto. O “protestante” foi então denunciado por se opor de maneira implícita à autoridade do Sumo Pontífice. Declarou Lutero um herege e escreveu uma refutação acadêmica. Nela, mantinha a autoridade papal sobre a Igreja e condenava as teorias de Lutero como um desvio, uma apostasia. Foi a réplica de Lutero que deu início à controvérsia.

Lutero participou da convenção dos agostinianos em Heidelberg, onde apresentou uma tese sobre a escravidão do homem ao pecado e à graça divina.
 No decurso da controvérsia sobre as indulgências, o debate se elevou ao ponto de suscitar a dúvida do poder absoluto e da autoridade do Papa. O argumento era de que as doutrinas de "tesouraria da Igreja" e "tesouraria dos merecimentos" serviam para reforçar a doutrina e a venda das indulgências. O papa ordenou que Lutero viajasse para Roma, coisa que, por razões políticas, nunca ocorreu.



Em 1518 Lutero foi chamado para responder a um processo instaurado por Roma. Mas, por interferência de Frederico, o Sábio, Príncipe da Saxónia  o Papa consentiu que a questão fosse tratada na Alemanha. Exigia -se  que Lutero se retratasse, o que este não fez. Tinha Lutero nessa época o apoio do capítulo da Ordem dos Agostinhos e do corpo docente da Universidade de Wittenberg. Como Lutero recusava retratar-se, a resposta do Papa foi a bula de excomunhão Exsurge Domine (15 de Junho de 1520). A 3 de Janeiro de 1521 esgotou-se o prazo dado na bula, sendo então proferido o anátema definitivo pelo Papa Leão X através pela bula Decet Romanum Pontificem.



Filme que mostra a luta de Martinho Lutero por seus ideais e sua repercussão mundial. A obra passa informações sobre a visão de Lutero quanto as Indulgências da Igreja Católica; seus ideais após a volta de Roma; a visita de Tetzel em Wittenberg; as 95 Teses de Lutero e o julgamento destas; os conflitos com o Papa Leão X; o impacto de sua postura na Alemanha e a tradução dos livros sagrados para sua língua mãe.
Martinho Lutero carregou consigo, durante algum tempo, um extremo desejo de se tornar padre. Em 1507 chegou a Enfurt, na Alemanha para trabalhar como professor de Teologia na Universidade de Wittemberg que fora fundada pelo Príncipe Frederico III. Em sua primeira missa, Lutero obteve um suposto desequilíbrio emocional, mas na verdade, já eram as dúvidas que pairavam em sua mente começando a ganhar força. A partir deste momento, questionamentos sobre a postura da Igreja Católica começaram a incomodar os conceitos de Lutero, que acreditava na existência de um caminho “gratuito” ao amor de Cristo e da salvação.
Lutero morreu em 1546, aos 63 anos. Após seu casamento, ele ainda pregou seus entendimentos por mais dezesseis anos e muitos dos que vieram a conhecer seus escritos ficaram de seu lado, dando continuidade ao processo de expansão. Os efeitos do protesto de Lutero perpetuam, principalmente, na sociedade alemã, mas repercutem em todo o mundo.
Fontes: Opera mundi /estoriadahistória / .wikipedia