O QUE É A HISTÓRIA DO LIVRO E DA LEITURA?

Começamos por  falar da história do livro e da leitura no contexto mais amplo do debate sobre o futuro do livro, mas não chegamos a definir  essa disciplina. Dizendo melhor, trata-se de tentar uma definição, pois nessa como noutras áreas científicas são várias as definições possíveis, algumas semelhantes outras divergentes.
Isto acontece ainda mais com a história do livro porque esta é hoje uma área fortemente interdiciplinar, reunindo contribuiçoes de várias disciplinas e de várias tradições de estudos em diferentes países, como dizem os tradutores da Book History, " história do livro é o nome menos insatisfatório para esta zona acadêmica de fronteira, que certamente não se limita aos livros nem aos históriadores"
Donald  F. McKenzie, um autor fundamenteal para a história do livro de tradiçao inglesa, define a especialidade como uma "sociologia dos textos". Estudar o passado do livro é estudar o seu conteúdo considerando toda a vasta gama de realidades socias que os textos envolvem e com as quais interagem, em cada momento da sua produção, transmissão e consumo.

A BIBLIOGARFIA

Se os livros assumiram diversos formatos ao longo da história, se eles foram escritos, reproduzidos e lidos de modo distinto na Roma Antiga, nas bibliotecas dos conventos medievais ou na Europa do século XIX, se o próprio objeto-livro tal como o conhecemos hoje, encardenado e composto de uma sucessão de folhas, é uma invenção dos primeiros séculos da era cristã, a verdade é que nenhuma inovação ligada ao livro marcou tão fortemente a cultura letrada da época contemporânea como a invenção da tipografia.

LIVRO E SOCIEDADE

A  atual história do livro tem origem nessa tradição de estudos bibliográficos. Mas, ao mesmo tempo, distanciou-se dela, procurando ampliar as perspectivas de investigação em torno do livro. Foi na França que esse distanciamento se verificou em primeiro lugar. Uma obra fundamental para que isso sucedesse, reconhecida hoje como um clássico, foi  o" A  Aparecimento do Livro"  em 1958  (Martin e Febvre, 2000/1958). Trata-se de um texto inspirado por Lucien Febvre - o conhecido mentor, junto com Marc Bloch, da renovação historiográfica feita em torno da revista Annales -, mas redigido  no essencial por Henri-Jean Martin, hoje reconhecido como um mestre por toda uma geração de pesquisadores em história do livro.


Pesquisa; " História &...Reflexões
Prof - Ivanice Frazão

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