quarta-feira, 7 de março de 2012

DA RESISTÊNCIA A DESTRUIÇÃO DO QUILOMBO DOS PALMARES.


Da Resistência a destruição, Palmares nasceu da fuga de cativos da zona da mata pernambucana, entre o final do século XVI a início do século XVII. Os palmarinos estabeleceram-se setenta quilômetros do litoral da  Serra da Barriga.
Os habitantes de Palmares liderados por Zumbi e Gangazuma e estes assessorados por hábeis generais, valorosos membros das elites africanas trazidos para o Brasil tinham uma estrutura de defesa e uma capacidade de resistência somente comparável à cidadede Tróia na história da humanidade.

A resistência de Palmares ante aos inúmeros ataques que sofreu por tropas enviadas pelo Governo Geral do Brasil em Salvador e pelo Governador Geral da Capitânia de Pernambuco em Recife só foi possível mediante a doação de armamentos que lhes foi feita por Mauricío de Nassau durante a permanência dos holandeses no Brasil de 1637 a 1654.

Enquanto existiu, o Quilombo dos Palmares foi a maior dor de cabeça que Portugal e Algarves tiveram no Brasil durante o século XVII, levando o conselho ultramarino de Lisboa à loucura total e desespero, investindo altas somas para sua destruição. 1,500 fidalgos portugueses viviam estritamente do tráfico de escravos para o Brasil, o qual atingiu a soma de 8 milhões de almas. Zumbi dos Palmares nos deixou uma grande lição na sua luta contra o colonizador branco: A liberdade é um bem precioso demais para ser despediçado. Muitos serão libertados e novamente se jogarão como escravos. Para estes a liberdade jamais existiu e jamais poderá existir.

Palmares foi finalmente destruído no dia 20 de novembro de 1695, depois de pelo menos 5 anos de ataques sucessivos liderados por Domingo Jorge Velho, André Furtado de Mendonça e Bernado Vieira de Melo em expedições financiadas pela coroa Portuguesa e fazendeiros locais. Por este feito, ambos receberam concessões de seismarias e prémios, depois de levarem a cabeça de Zumbi (?) a Recife. Mas tanto Jorge Velho, como André Furtado e Bernado Vieira de Melo  tiveram ao invés  da glória, um fim trágico.  O primeiro, após radicar-se no Ceará, morreu no total esquecimento. Bernado Vieira de Melo foi preso em Porto Calvo a mando do Governador  Caldas e remetido a Lisboa onde morreu na prisão. André Furtado de Mendonça, foi preso por envolvimento com insurreição, foi assassinado por desconhecido.

E QUANTO A ZUMBI?

Zumbi está cada vez mais vivo em nossa história, não só como herói do povo negro, mas como ícone da luta pela LIBRDADE.

Eduardo Fonseca, historiador e autor do livro, " Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi contada" são revistos fatos históricos como a última batalha de Zumbi dos Palmares. Segundo a história oficial, os seguidores do lider negro se suicidaram atirando-se de um precipício. Zumbi foi capturado, açoitado até a morte e degolado. O confronto teve como cenário a Serra da Barriga. Segundo Fonseca, tudo isso está errado.

Essa batalha ocorreu a 30 léguas acima do local a que é atribuída. Foi travada na nascente do Rio Mundahun. A cabeça, na verdade, era de um outro negro que estava dsfigurado. Zumbi não foi capturado. Além disso, não houve suicídio coletivo, mas sim um massacre.
O Quilombo dos Gigantes, último dos rebeldes, foi sitiado durante cinco anos por 11,00 soldados munidos de armamentos pesados

A narrativa de Fonseca termina com uma mensagem confortadora  que deveria, se possível, ser levada a todos os locais onde surgirem novos quilombos. " ZUMBI ESTÁ VIVO"

Livro - Zumbi dos Palmares , A História do Brasil que não foi contada.
Autor - Eduardo Fonseca.

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